Capítulo 3: Terapias Familiares Transgeracionais
Uma das especiais forças do trabalho de Constelações Sistémicas com famílias é a sua capacidade para entrar em linha de conta com questões transgeracionais. Nesse sentido, não é uma surpresa que as terapias familiares que ocupam especificamente a temas transgeracionais tenham tido uma influencia especial e significativa no trabalho de Constelações Sistémicas.

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Um dos primeiros terapeutas que se concentrou na família de origem foi Murray Bowem (1913-1990). No centro da sua teoria encontra-se o conceito da diferenciação, o grau de reactividade emocional para a família. O seu foco foi o de ajudar as pessoas para evitar que sejam “engolidas” por dinâmicas familiares predizível. Um exemplo extremo deste tipo de dinâmica é quando um indivíduo se vê envolvido num conflito familiar violento, ainda que quando isso vá contra os seus próprios interesses. Este conceito de diferenciação sustenta a transição do “amor cego” para o “amor iluminado” tal como foi descrito mais tarde por Bert Hellinger. |
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A Terapia Contextual de Ivam Boszormenyi-Nagy (1920-2007) introduziu o conceito de lealdades, justiça, equidade e equilíbrio, que atravessam as gerações. Ele viu como as acções de cada pessoa têm inevitavelmente consequências para os outros membros da família e como as consequências flúem de pessoa para pessoa e de geração para geração. Isto foram as bases para a ideia de Bert Hellinger em que as pessoas implicadas em eventos que impactam na vida de uma família, passam a fazer parte integral do sistema familiar. |

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Mais recentemente, A Nova Escola de Heidelberg (Helm Stierlin, Fritz Simon, Gunther Schmidt, Gunthard Weber ) continuou o desenvolvimento das perspectivas multi-geracionais no trabalho sistémico.
Em www.abacon.com/famtherapy/time.html, há uma interessante história do trabalho sistémico situado no contexto da história mundial.
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