Internationational Systemic Constellations Association

Capítulo 9: Utilizando representantes para a família ou para os elementos do sistema

Jacob Levy Moreno, M.D. desenvolveu a técnica do psicodrama nas décadas dos anos 1920 e 1930. Nesta abordagem, os clientes tomam o lugar dos membros da família para desempenhar outros papéis dentro dela, de modo a ajudar o cliente a tomar consciência de dinâmicas familiares inconscientes. Este método esteve fortemente influenciado por formulações psico-dinâmicas.

A Escultura Familiar foi descrita como uma técnica básica de terapia familiar. Foi criada por Virginia Satir, MSW, que combinou esta técnica com a teoria dos sistemas, que estava numa crescente compreensão. Isto foi considerado como um método eficaz de combinação do cognitivo com a experimentação, posicionando fisicamente os membros da família, tal como os vê o cliente, de forma a conseguir o objectivo de dar uma nova imagem da família. Inversamente às Constelações Sistémicas, a técnica da escultura familiar permite ao cliente fazer esculturas das posturas físicas dos diversos representantes. Por exemplo, o cliente pode pedir a um representante que se ajoelhe, que volte a sua cabeça ou estenda os seus braços.

Ruth McClendom e Leslie Kadis são duas pessoas que deram formação em terapia familiar no Canadá. Especializaram-se nas intervenções em terapia familiares breves. Bert Hellinger reconhece que se formou em terapia familiar com eles e que foi ali onde encontrou, pela primeira vez, as Constelações Familiares. Eles utilizavam a escultura familiar de Virginia Satir e as reconstruções familiares.

Se bem que as constelações de Hellinger também utilizam a representação visual, distinguem-se do Psicodrama e da Escultura Familiar, pois os representantes permanecem em silêncio e se deixam ser tocados interiormente pelo poder da dinâmica familiar que se manifesta através da Constelação que foi colocada pelo cliente. Para maximizar a abertura a esta percepção, os representantes não são esculpidos, mas simplesmente colocados num lugar. A atitude do facilitador combinada com um contexto que permite uma máxima abertura para que este processo possa ter lugar, descreve já, em parte, a abordagem fenomenológica.

 

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